Os nadadores-salvadores vão contar com poderes de vigilância “reforçados em terra” já na próxima época balnear e será criada a figura da “desobediência” para os casos dos banhistas que se recusem a abandonar locais considerados de risco.
A garantia foi avançada, esta sexta-feira, pelo secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, o qual assegurou que o novo diploma, já concluído, terá um “objetivo duplo”, entre a dissuasão e a atuação.
“Por um lado [pretende-se] alertar as pessoas que correm perigo ao estarem em zonas interditas e, quando a pedagogia não funcionar, temos que nos socorrer de outros instrumentos. Mas o diploma não foi construído numa lógica de multar as pessoas, mas de as sensibilizar”, explicou.
Segundo o governante, a primeira alteração consistirá no “reforço” de poderes de vigilância em terra dos nadadores-salvadores, sobretudo nas zonas de praia consideradas interditas à prática balnear.
“Vamos dar poder aos nadadores-salvadores para informarem as pessoas de que correm perigo e que devem sair. Em terra, tal como já o fazem no mar”, acrescentou.
Nos casos em que os avisos “não surtirem efeito”, os banhistas passarão a incorrer na figura de “desobediência”.
(JN)


